DIÁRIO CAJAMARENSE - Com apenas 28 anos, a cantora Beyoncé, de pouco mais de dez anos de carreira, conseguiu o que apenas dinossauros do rock e pop foram capazes de fazer: encheu o estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite de anteontem (06/02) e colocou 60 mil pessoas para rebolar. Com a abertura de 'Crazy in Love', às 22h20, deixou claro que a noite seria dela e de ninguém mais. Emocionada com a reação impressionante da plateia, Beyoncé agradeceu: 'Este é provavelmente o maior show da história da minha vida.
Dançarinos musculosos, uma banda formada só por mulheres, um trio de estilosas vocalistas batizado de The Mamas e um telão de altíssima definição no fundo do palco formavam os adereços das pouco mais de duas horas de concerto. O temporal que castigou São Paulo no início da tarde deu uma trégua durante a apresentação da cantora. Mesmo quando traja figurinos como um maiô branco - na segunda parte do show com início em 'Smash Into You' - e um vestido de noiva - quando entoa 'Ave-Maria' -, Beyoncé ganha perdão pelo exagero.
O primeiro bloco trouxe músicas animadas, com referências ao funk e à disco, como em 'Naughty Girl'. A segunda parte foi dedicada às baladas. 'Broken Hearted Girl' antecede 'If I Were a Boy'. Beyoncé, de figurino preto, emenda 'You Oughta Know', de Alanis Morissette, e faz a temperatura subir novamente. O telão acompanha sua performance com um show de imagens.
Um palco menor montado no meio do gramado do Morumbi levou Beyoncé a cantar 'Sweet Dreams', 'Check On It', 'Say My Name' e ainda a relembrar em um medley os hits do Destiny’s Child ('Bootylicious', 'Bug A Boo' e 'Jumpin’ Jumpin'). Beyoncé voltou ao palco para tocar seus dois maiores sucessos. Precedida de vídeos caseiros da coreografia de 'Single Ladies' (Put a Ring on It) - que conta até com Obama -, cantou para um público em êxtase. 'Halo' fechou o concerto e homenageou Michael Jackson. “Vamos cantar isso para o Rei, pois só vai existir um Michael Jackson”, pediu Beyoncé, dê joelhos, ao público.
A cantora, laureada com seis prêmios Grammy na semana passada, foi considerada pelo jornal The Guardian a artista da década e o Brasil deu-lhe o disco de diamante por 250 mil cópias vendidas de 'I Am... Sasha Fierce' (2008). Depois de São Paulo, Beyoncé tocaria ainda ontem e hoje no Rio e, na quarta-feira, em Salvador. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.